Quantos viram?

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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Incógnita

Existe ócio produtivo?
Existe amor sem sorriso?
De que são feitas as ruas
Do infinito vazio em que piso?



quarta-feira, 23 de abril de 2014

Descartável

Uma pergunta que não me sai da cabeça é: Por que as pessoas se desfazem umas das outras como se fossem objetos descartáveis?

Não sei se em um tempo que não vivi as coisas eram diferentes, mas nos meus... chega a ser sufocante o exagero da falta de amor.

Eu gostaria de ser dotada dessa facilidade de esquecer, de não me importar e de descartar, pois tenho ido na contra-mão da humanidade. Sim, tenho ido na contra-mão porque eu me importo, eu prezo as relações que construo, as pessoas que adquiro. Cada pessoa é única para mim. Independente do tipo de vínculo que estabelecemos, eu prezo por elas. Por isso, mais uma das infinitas perguntas que me fazem viver na incompletude (segundo Clarice Lispector, pessoas que se questionam muito são incompletas): será que estou errada?

Não queria viver no mundo do desafeto, da falta de sinceridade e da falta de zêlo, mas se é o que tenho, me resta a adaptação. Me resta descartar os contatos do celular, me resta descartar as mensagens e me resta descartar as lembranças até conseguir descartar o sentimento. Infelizmente para o sentimento não tem botão.

Realmente são tempos difíceis para os sonhadores.

 A sorte é que tenho as palavras, a escrita. Que sorte eu tenho! Às vezes chego a sentir que palavras são gente, até mais gente que a gente mesmo. São mais humanas que as pessoas.

E sabe de uma coisa? Pessoas podem até descartar umas às outras, mas na maioria das vezes o descartável é também reciclável.

 Portanto, se te descartarem, recicle-se. 


quinta-feira, 17 de abril de 2014

Ressinestesializando-me

Tudo muda. Cada coisa a seu tempo, mas tudo muda. Isso é um fato.

Eu não sou a mesma de ontem e, com certeza, não serei a mesma amanhã, ambiciosamente eu quero ser mais: mais amor, mais amizade, mais sinestesia.

Preciso sentir tudo, os cheiros, os sabores, os toques, os olhares, os sons... adoro abusar dos meus sentidos e é por isso que falo de sinestesia. Não sei profundamente seu significado científico, mas no mundo que inventei para mim, a sinestesia é fundamental, é a minha forma de estar conectada, completa e feliz.

Essa mudança de que falo, de acordo com um raciocínio muito particular, vem da sinestesia. Nós sentimos, identificamos, experimentamos e se não gostamos, mudamos. E se gostamos, queremos mais e, portanto, mudamos também. Então concluo que as mudanças mais significativas partem da sinestesia. 

Nesse mundo virtualizado em que estamos vivendo, as sensações reais são privilégios de poucos, talvez seja por isso que, pelo menos para mim, as coisas parecem não ter mais a intensidade de antes. Quando me virtualizei, guardei parte da sinestesia no armário.

Mas agora resolvi tirar o pó da probrezinha e usá-la novamente. Confesso que precisei de um tanto de coragem, pois estou fazendo o caminho inverso da maioria das pessoas. Se isso é bom eu não sei, mas não custa tentar. Desbravar novos caminhos é vital para mim.

Portanto, RESINESTESIAR-ME-EI!!!!!!






sábado, 29 de junho de 2013

Linda.



Coisa linda de se ver é o que as palavras dizem. Sentir deslizar o verbo, reverberar o dito, ditar a letra. Letrar os sonhos.
Coisa linda de se ver é o sol nascendo. Nascer de novo, renovar a vida, viver macio...
Coisa linda é reticência... continuar a curva, pular o muro, não parar o mundo.
Coisa linda é viver a melodia, é sentir o dia que nos desafia a propagar amor.

Progredir e ordenar, é só começar!

Eu sempre quis mudar o mundo, por vezes achei que alguém pudesse mudar o meu mundo, mas depois percebi que só eu posso fazer isso (mudar o meu). Talvez seja uma síndrome de Mulher Maravilha, ou talvez eu seja apenas uma pessoa que não gosta de conviver e, portanto, compactuar com a injustiça, ou até mesmo eu não consiga pensar pequeno, quero sempre muito de tudo (a la Cazuza, exagerada).
Tenho percebido que a mudança é possível quando se tem o mínimo de boa vontade, fé e trabalho, gratuito, desmedido e solidário.
Todo mundo sempre fica esperando algo acontecer, ao invés de fazer acontecer e, em função disto, nada sai do lugar. Mas eu cansei.
Cansei de esperar, cansei de pensar que um dia pode mudar, cansei da inércia e da falta de responsabilidade com a vida. Se o sol nasce pra todos, precisamos garantir nosso lugar ao sol. Temos que arar nossa terra, semear boas sementes, colher os frutos e fazer disso tudo uma grande celebração de vida, de conquista, de JUSTIÇA.
Justiça é uma palavra tão minha que eu poderia tatuá-la. Justiça é uma atitude que deveria ser de todos.
Muita coisa que parecia impossível acabou provando o contrário, acabou se tornando possibilidade, apenas pelo fato de alguém ter dado o primeiro passo. Dar o primeiro passo é terreno da loucura, da coragem, do sacrifício, mas é preciso dar, é preciso doar, é preciso amar. Amar o passo, a caminhada e o destino de chegada, é necessário amar o objetivo, com ele comprometer-se e casar-se, só. Simples assim.
Mudar o mundo, aos olhos dos normais, pode parecer utópico, mas eu não sou normal, e eu até me sentiria um tanto desprivilegiada se eu tivesse essa tal de normalidade. Eu sei que posso mudar o mundo, o meu, o seu e o nosso. Será que você pode pensar assim também?
Sabe o que é? É que se você pensar assim, serei uma Mulher Maravilha, cercada de outras Mulheres Maravilhas, auxiliadas por Super Homens, dá pra entender? Viu como não é impossível mudar o mundo?
Ah, esse mundo que eu estou mencionando, é aqui mesmo, ao nosso redor, nem precisa ir pra África ainda para encontrar esse mundo que precisa de mudança. Ele está aqui, contemporâneo, acontecendo, ao nosso redor. Esse mundo está aqui nesse mundo mesmo, nesse redondo que está ficando quadrado de tanto sofrer...
Fazer o bem não dói, é gostoso e dá uma sensação tão leve. Aliás, fazer o bem emagrece (espero que este seja um bom argumento para que alguém se levante pra ajudar), minha ciência comprova.
Não basta querer mudança, tem que fazer a mudança e tem que começar agora. Um dia eu achei que seria loucura levantar sozinha e lutar, mas depois que dei esse danado desse primeiro passo, veio tanta gente dando primeiro passo comigo que hoje algumas coisas sairam da utopia e vieram para a realidade. Sou prova. Dá certo, é possível. Só precisa persistir. E um dia vou estar orgulhosa de você e você de mim.
Por isso, eu digo: PROGREDIR E ORDENAR, É SÓ COMEÇAR.